Capital Catarinense da Palmeira Real

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Nos anos 90 a Palmeira Real deixou de ser apenas uma planta ornamental para se tornar fonte de renda no município de Guaramirim. O título foi concedido pela Assembléia Legislativa no dia 18 de maio de 2004, após articulação do técnico da Epagri e ex-secretário de Agricultura de Guaramirim, Alcibaldo Germann, que pleiteou junto ao Estado e à Assembléia Legislativa a aprovação do projeto. O deputado estadual proponente foi Dionei Walter da Silva. A partir da Palmeira Real novas espécies foram introduzidas para o cultivo como a pupunha e mais recentemente a palmeira imperial. A proibição da extração do palmito juçara, nativo da região, fez com que se buscassem novas opções de palmáceas para a indústria de conservas.

História

Em1995 a Associação Comercial, Industrial e Agrícola de Guaramirim iniciava seu trabalho de organização de núcleos e um deles era o Núcleo das Industrias de Conservas.  Todas as segundas-feiras às 18 horas reuniam-se os entusiastas para debater assuntos ligados ao setor como matéria prima, embalagem, legislação, assistência técnica entre outros.

Nessas reuniões debatiam-se muito as questões da principal matéria prima das nossas indústrias que era o palmito juçara. Problemas como preços, legislação ambiental restritiva ao seu corte, escassez entre outros.

Já na metade do ano de 1995 numa dessas reuniões, apareceu um pote de conservas de palmito oferecido por um dos participantes. Após apreciarem o saboroso palmito e elogiarem o bom produto o mesmo foi apresentado como “palmito de palmeira real”.

Foi nesse momento que surgiu a idéia de se fazer um trabalho para viabilizar uma nova alternativa para as indústrias e para os agricultores.

Os membros do núcleo iniciaram a caminhada apostando no sucesso. Já mesmo no outro dia o viveiro municipal era abastecido com sementes e a ordem era produzir as mudas e fazer a doação. A EPAGRI encarregou-se de divulgar a alternativa e todos se voltaram para que esse projeto tivesse êxito.

Foi no dia 30 de novembro de 1995 que aconteceu o Primeiro Seminário Estadual da Palmeira Realem Guaramirim. Olivro de presença registra 115 assinaturas de pessoas que por algum motivo estavam acreditando nessa possibilidade.

As etapas foram sendo vencidas e da motivação inicial o projeto criou corpo.

Da idéia veio o trabalho e os recursos começaram a surtir efeito. Faltavam sementes, mudas, faltava tempo para atender tantas visitas, tanto nas lavouras de agricultores como nos campos da pesquisa em Itajaí.

De todas as partes do Brasil Guaramirim recebeu visitas. O sucesso estava começando. A pesquisa oferecia a tecnologia, cursos eram realizados e os agricultores já começavam a descobrir como era mais correto plantar.

Em todos os lugares surgiam viveiristas, uns de fundo de quintal outros de nível técnico recomendado.

Não sabemos de nenhum outro produto que teve uma aceitação tão rápida como o cultivo da palmeira-real em todo o Brasil.

A lavoura da palmeira real que teve seu berço em Guaramirim é uma lavoura genuinamente do Brasil e os produtores estão buscando cada vez mais conhecimentos que estão sendo gerados pelas pesquisas.

Trata-se de uma lavoura de alta densidade econômica e ecologicamente recomendada.

Em 1995 estavam irmanados nesse trabalho o Núcleo dos Produtores de Conservas da ACIAG, a Prefeitura Municipal de Guaramirim através de sua Secretaria Municipal de Agricultura, Pecuária e Meio Ambiente e os Técnicos da EPAGRI.

 

Atualmente estimula-se a comercialização das palmáceas já transformadas dentro de um processo seguro sob o ponto de vista da VISA garantindo a saúde dos consumidores em agroindústrias artesanais familiares, motivando assim a sobrevivência de agricultores no campo.

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